Conceito, direção artística, textos e vivência em cena: Piny Sonoplastia e Dj set: Leo Soulflow Edição vídeo: Pedro Jafuno e Piny Arquivos de vídeo: arquivo pessoal Piny e arquivo do festival OU.kupa (cedência de arquivo fotográfico de Maiur Narendra, Rafael de Oliveira, Susana Luzir, Wilson Sanches e documentários “Ballroom Seen” de El Bango e Krump de Pedro Jafuno e Dougie Knight) Desenho de luz: Cárin Geada Imagem gráfica: Bruna Borges Cenário: Piny, Cárin Geada Operação vídeo: Raquel Machado Apoio à pesquisa e ensaios: Rebecca Mateus Apoio dramatúrgico: Cristina Planas Leitão Coprodução: DDD – Festival Dias da Dança (PT); Charleroi Danse – Centre Chorégraphique de Wallonie-Bruxelles (BE); TBA – Teatro do Bairro Alto (PT) Coprodução em residência: Centre Chorégraphique National de Caen en Normandie (FR) – em parceria com CAMPUS PCS (PT); O Espaço do Tempo (PT), no âmbito do programa de Artista Associada Apoio à Residência: Alkantara (PT); A QUINTA, Sandim (PT)
This work is produced and distributed by Materiais Diversos
Future dates:
— 17.9.2026
Festival Iminente
— 6.11.2026
Cine-Teatro São Pedro
— 29.1.2027
Charleroi Danse
— 16.5.2027
Mercat de les Flors
PT
Procuro novas formas de apresentar e partilhar um processo que foi e é rua, que foi e é clubbing, que foi e é íntimo, que foi e é torto. Que não cabe bem em formato nenhum e por isso o procuro. É uma investigação prática, de vivência. De estar presente nos sítios e espaços, de fazer parte, de não retirar, mas ser.
Conto contos, partilho arquivos pessoais e outros recolhidos durante muitos anos. Questiono performance, questiono academia, corpo e entrelaço plantas, cidade e processos sociais de destruição e construção de culturas e corpos. Assim mesmo, no plural.
Literalmente significa ser atravessada por alguma coisa, por muitas coisas. Estar atravessada. Ser ou estar travessa, incomodar. Servir-me numa travessa. Ser uma travessa entre duas ruas maiores. Ser travessia.
Sobreposição de memórias e vulcões
Cultura de rua e natureza entrelaçada.
Espaços de clubbing para um corpo só.
Imaginário denso para um espaço solitário.
Tecido da medula ao cosmos.
Oráculos para festas sem fim.
Para (des)resolver o mundo num nada cheio de tudo.
ENG
I seek new ways to present and share a process that has been and continues to be the streets, that has been and continues to be clubbing, that has been and continues to be intimate, that has been and continues to be crooked. A process that doesn’t fit neatly into any format, which is why I search for it. It is a practical, lived investigation. Being present in places and spaces, being part of them, not taking away, but being.
I tell stories, share personal archives and others collected over many years. I question performance, I question academia, I question the body, and I weave together plants, the city, and the social processes of destruction and construction of cultures and bodies. Always in the plural.
Literally, it means being crossed (atravessada) by something, by many things. To be intersected. To be mischievous, to unsettle. To serve myself on a platter. To be a street crossing between two larger streets. To be a crossing.
Overlays of memories and volcanoes.
Street culture and entangled nature.
Clubbing spaces for a single body.
Crowded imagery for a lonely space.
Tissue, from Fascia to Cosmos.
Oracles for never-ending parties.
To (dis)solve the world into full nothingness.